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Ergonomia e suas relações
Por José Bruno dos Santos

O termo ergonomia vem sendo questionado a cada dia. Estão todos em busca de melhores soluções, para maior praticidade dos objetos e conforto de ambientes. Esse termo traduz a relação entre o homem e o mundo, ou seja, tudo o que usamos. Desde um simples produto, até grandes espaços. Mas, às vezes, nem percebemos que a ergonomia está presente.

Desde o início dos tempos, a ergonomia já existia.. A palavra vem do grego "ergo" = trabalho e " nomos" = lei natural. No entanto, como disciplina científica, podemos situá-la no ano 1.700 d.C., a partir de estudos realizados pelo médico italiano Bernardino Ramazzini, o qual escreveu sobre "doenças do trabalho". Suas pesquisas foram tão profundas, que médicos amigos o discriminaram, devido aos artigos por ele escritos naquela ocasião. Somente em 1.850, quando o biólogo polonês Wojciech Jastrzebowski escreveu um texto intitulado “ergonomia”, foi que o mundo se conscientizou da necessidade de aprofundar esse tema.

Todas as pessoas deveriam conhecer os princípios da ergonomia, pois sua existência está ligada ao movimento corporal e ao comportamento psicológico. Quando não se tem esse assunto em mente, algumas tarefas deixam de ser prazerosas e passam a ser "castigante", devido à má postura ou, simplesmente, por má execução das ferramentas de trabalho. Os fabricantes, de modo geral, devem conhecer a NR-17, que regulamenta a ergonomia no Brasil. Porém, não é isso o que acontece. Sendo assim, surge um novo profissional no mercado - conhecido como "fiscal em segurança do trabalho". Fiscaliza, o mesmo, desde o mero ambiente de trabalho, enfatizando-lhe a iluminação, a climatização e a acústica, até a postura correta dos trabalhadores e seus respectivos equipamentos de segurança e ferramentas de trabalho.

Existem, atualmente, várias publicações sobre ergonomia. Esse assunto é muito importante para nossas vidas e podemos – através de sua melhor compreensão - resolver problemas que, hoje, parecem simples, mas, no futuro, poderão ser nossas, por assim dizer, "impossibilidades". Tanto empresários, como seus funcionários, sentem dores pelo corpo ou, eventual indisposição psíquica. Pode ser, às vezes, uma luz a mais ou uma cadeira muito alta; talvez – quem sabe? - a ventilação não seja suficiente ou, então, a mesa não é apropriada para suas tarefas.

Tome cuidado: para evitar possíveis transtornos, procure orientação de profissionais em segurança do trabalho. Não nos esqueçamos de que, no Brasil, temos muitos profissionais para ajudá-lo e nós, como seres humanos, precisamos somente de uma coisa: bem estar. Procure, pois, o seu. E bom conforto!.
 
José Bruno dos Santos - Designer de Interiores
Edição: Valdir Franzisko Fotos: Divulgação Data: 17 Dezembro 2006