Kitsch - a irreverência
Por José Bruno dos Santos
Quem não gosta de rir ou, simplesmente, de achar graça de algo inusitado e jocoso?
È assim que se comporta um espectador de algo “kitsch”. Mas, para quem não sabe o que significa essa palavra, vai ai uma breve explicação: o
kitsch é um termo de origem alemã, usado para categorizar objetos de valor estético discutível, que são considerados inferiores à sua cópia. Dizem que o termo também significa qualquer coisa que seja de mau gosto ou inferior à maioria dos objetos produzidos industrialmente.
Eu diria que o “kitsch” é o retrato da nossa irreverência, pois, com essa idéia, podemos brincar na decoração, tornando-a mais despojada. Mesmo assim, estudiosos costumam dizer que o “kitsch” não é estilo, pois o kitsch abrangeria todas as “nuances” da decoração, tais como: objetos, sofás, quadros, texturas e tudo o mais que siga essa linha, inclusive roupas. Por envolver os mais variados produtos, pode-se dizer que o estilo “kitsch” está presente em todas as classes sociais e com diversos preços.
Quem não se lembra da jarra em forma de abacaxi? Ou, dos pingüins em miniaturas, imãs em geladeiras e até mesmo flores de plástico? Tudo isso – claro - é “kitsch”. Para se ter certeza de que podemos usar roupas nesse estilo, basta assistir o programa “A grande família” e observar o Agostinho. É, pura e simplesmente, um cara kitsch. Cabe aqui um alerta, pois muitos confundem-no com o estilo “brega”. “Brega” é quando tudo está errado e fora de um contexto. Muito diferente, portanto, do que estamos falando. Afinal, pode-se considerar que o “kitsch” tem lá a sua classe e até uma certa exclusividade. É bem pessoal.
Isto posto, vamos, agora, escolher um local mais interessante da casa, para utilizar essa idéia. Vai ficar bem interessante e alegre. Aliás, muitos já têm usado objetos desse modo. Mas, sem o saber. Outros, até sabem. Acham, porém, que é apenas um pouco “brega” ou algo parecido. Mesmo assim, não se importam. Engano, pois o “kitsch” sempre esteve presente e dificilmente sairá dos nossos olhos.
Entendo que, além de ficar exposto na sua decoração, esses objetos passam a fazer parte do seu dia-a-dia. Provavelmente para servirem como pretexto, a fim de poder lhe permitir entrar nesses assuntos. Pois, é bem provável que sua visita, ao notar a presença deles, lhe pergunte: onde você comprou.? Pronto! Eis o gancho... Que tal?